Novos Empreendedores na Cadeia Imobiliária

Por Michel Monteiro*

As atividades relacionadas ao mercado imobiliário precedem essencialmente de uma inciativa empreendedora, cujo maior desafio é o desenvolvimento de métodos inovadores capazes de atenderem as demandas e necessidades de consumo que se transformam a cada dia em grande velocidade. Portanto, para empreender a inovação é a palavra chave. A ideia de inovação pode ser compreendida não só com relação à invenção de novas tecnologias, produtos e serviços, mas também como a introdução de novos valores e conceitos aplicados em determinada coisa, como a criação de condições mais favoráveis para as operações de uma empresa, por exemplo.

A atuação das empresas – incluindo todos os seguimentos – deve estar em consonância com os avanços tecnológicos e científicos, no sentido de apresentar ao mercado de consumo produtos e serviços adequados ao cotidiano e comportamento das pessoas, considerando que a otimização do tempo e a qualidade são fatores cada vez mais exigidos pelos consumidores. Isso é reflexo da velocidade como as coisas vêm se transformando – a sensação é que o tempo está passando cada vez mais rápido. Para o setor imobiliário o desafio é muito grande em razão de suas próprias características, que se traduzem pela complexidade de suas operações que podem levar um longo período para a consolidação de um determinado projeto, correndo o risco de defasagem da proposta inicial.

Pensando nisso foi criado dentro do Secovi-SP, em agosto de 2016, o grupo de trabalho formado pelo NE – Novos Empreendedores, especificamente para a área de inovação. O grupo reúne profissionais que atuam no mercado imobiliário com objetivo de pensa no futuro do setor. Em maio de 2017 o NE lançou o projeto “MoviMente”, com objetivo de atrair as startups para a cadeia produtiva do mercado imobiliário. O programa seguirá por sete etapas que vão desde a realização da rodada de negócios (“pichs”) onde as empresas poderão vender suas ideias até a criação de um “hub” de inovação dentro do Secovi-SP. A proposta é que as empresas do setor coloquem em pratica as ideias apresentadas pelas startups e transformem o mercado imobiliário.

Importante pensarmos no futuro com a responsabilidade de assegurarmos o bom desenvolvimento de nossas cidades, diminuindo os impactos prejudiciais à qualidade de vida das pessoas e ampliando as possibilidades de segurança, comodidade e economia, que, certamente se dará pelo empenho de boas práticas desenvolvidas pelas novas ideias.

Artigo publicado na 10a. Edição da Revista JLS Magazine, julho/2017.

*Michel Monteiro é advogado especialista em direito imobiliário e registral, sócio do escritório Monteiro Porto Sociedade de Advogados e Coordenador do NE Secovi-SP Regional do Vale do Paraíba.

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